Nihon

1 em cada 10 adultos com dor lombar

A dor lombar afeta uma em cada dez pessoas em idade adulta, em algum momento de sua vida, e costuma apresentar-se em episódios repetitivos, afirmou o chefe da Unidade da Dor de HM Hospitais, Juan Pérez-Cajaraville.


“Sua elevada prevalência, o impacto que provoca na qualidade de vida do paciente e seu custo econômico o tornam um problema de saúde pública, já que a dor pode chegar a cronificarse, supondo-se um grave problema para a vida cotidiana de quem o sofre”, sublinhou o especialista.


Nestes casos, e também para pacientes complexos, como os pluripatológicos ou os que se encontram em cuidados paliativos, recomenda-se o manejo em Unidades de Dor, já que “a abordagem da dor lombar é complexo, já que tanto na previsão como na resposta ao tratamento intervêm fatores físicos, psicológicos, sociais e trabalhistas difíceis de avaliar”, disse o doutor.


Por sua parte, o diagnóstico é difícil, uma vez que existem várias causas que podem desencadear a doença, além de que existem condicionantes como a rapidez de atuação e a escolha do tratamento.


A Unidade da Dor de HM Hospitais lida com esta patologia a partir de um modelo biopsicossocial, em que se combinam medidas farmacológicas e não farmacológicas. Quando estas não funcionam, ou a resposta ao fármaco não é a esperada, recorrem a procedimentos intervencionistas “que devem ser realizados por pessoal devidamente qualificado e que exigem um acompanhamento com uma infra-estrutura especializada”, explicou Juan Pérez-Cajaraville.


As estratégias intervencionistas são dirigidas a estruturas nervosas que supostamente agem de mediar a experiência da dor, a partir de bloqueios reversíveis com anestésicos locais, até a indução com estimulação medular ou da ablação com energia de radiofrequência.


Também se aplica a outras técnicas de administração de medicação por via intratecal, que melhoram o índice terapêutico eficaz dos medicamentos. E nos casos mais complexos, é utilizada uma abordagem terapêutica escalonado para obter mais eficiência e com menos riscos e custos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e evitando o consumo de medicação de forma crônica.


As unidades de Dor de HM Hospitais são formadas por médicos, psicólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, especialistas no diagnóstico e no tratamento da dor crônica. “A formação destes profissionais, a sua coordenação e a sua capacidade de trabalho em equipe fazem com que estamos obtendo resultados espetaculares”, concluiu o especialista.

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