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‘Tesouro dos remédios segredos’, o “primeiro manual de química farmacológica” traduzido pela primeira vez para o português

O Conselho Geral de Colégios Oficiais de Farmacêuticos apresentou a segunda parte do livro ‘Tesouro dos remédios secretos’ do farmacêutico Conrad Gesner (Zurich, 1532), uma “obra histórica” considerada como “o primeiro tratado de farmácias no Renascimento”, e traduzido pela primeira vez para o português, afirmou seu presidente, Jesus Aguilar.


Além disso, é “um dos documentos mais importantes da história da química, farmácia, coméstica e local de licores do século XVI, ausente até agora, em português e para a maioria dos espanhóis é totalmente desconhecido”, disse o presidente da Academia de Farmácias de Castela e Leão, Carlos Gómez Canga-Argüelles, nesta terça-feira, durante a apresentação da obra.


Dentro do documento se reúnem com um total de 52 xilográficos de fornos, aparelhos destilatorios, e outros utensílios de laboratório, sendo o seu autor Conrad Gesner um “inovador”, nas palavras de Canga-Argüelles por utilizar este recurso de imagens da época.


De igual modo, o presidente da Academia de Farmácias de Castela e Leão, salientou que a principal contribuição do autor “foram as técnicas destilatorias”.


Neste sentido, a presidente do Conselho Escolas Profissionais Farmacêuticos de Castela e Leão, Raquel Martinez Garcia, afirmou que esta obra também é considerada como o “primeiro manual de química farmacológica”.


Esta edição foi editada pela Academia de Farmácias de Castela e Leão e pelo Círculo Científico; apoiada pelo Conselho Geral de Colégios Oficiais de farmácia, o Conselho de Escolas Profissionais Farmacêuticos de Castela e Leão e da Faculdade de Salamanca.


‘Thesaurus rimidiis secretis’ é o nome original da obra, realizada no primeiro tomo por Conrad Gesner. Após sua morte, a causa da peste, seu discípulo Gaspar Wolf pegou seus escritos e documento, e conseguiu publicar este segundo tomo em 1569.


Além disso, este documento foi traduzido ao longo da história a vários idiomas como o francês, em 1573; inglês, 1576 e o alemão, 1583. E, por último, em português, em 2018.


Em Portugal os responsáveis pela tradução do documento, guardado pela Academia de Farmácias de Castela e Leão, foram três especialistas em latim antigo da Universidade de Salamanca, Maria José Cantou, Susana González e Eusébia Tarriño, integrantes da faculdade de Filologia da própria universidade.


Também, os encarregados de revisão foram os professores da faculdade de Farmácia da mesma universidade, Luis San Román do Bairro; Miguel Ladero Álvarez e Luísa Martinho Calvo.

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