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10 questões sobre o Cérebro

1. O que causa a doença do vírus do Ebola?


A febre hemorrágica do Ebola a provoca um vírus da família Filoviridae, do qual foram identificados até agora cinco tipos. Quatro deles produzem a infecção em pessoas: vírus do Ebola-Zaire, o vírus do Ebola-Sudão, vírus do Ebola-Costa de Marfim, e o vírus do Ebola-Bundibugyo. O quinto puras, o Ebola-Reston, tem causado a doença grave em primatas, mas em humanos, de momento, apenas são conhecidos alguns casos de infecção sem sintomas.


2. Como se contrai o vírus do Ebola?


O vírus transmite-se através do contato direto com a carne de animais selvagens (macacos, chimpanzés, morcegos e antílopes que vêm da caça), de fluidos corporais (sangue, saliva, esperma, suor, urina ou vómitos) de uma pessoa doente ou através de material contaminado, como agulhas. Não se transmite pelo ar-ao contrário do vírus da gripe – ou pela água.


3. Quando aparecem os primeiros sintomas?


Depois de ser infectada pelo vírus do Ebola, a pessoa passa por um período de incubação que vai dos 2 aos 21 dias, e surgem os primeiros indícios. Até que os sintomas não se apresentam, as pessoas não transmitem a infecção. O risco de contágio é maior à medida que a doença evolui, sendo os pacientes em estado terminal que maior carga viral têm.


4. Quais são os sintomas da infecção pelo vírus do Ebola?


A infecção tem um início súbito com febre alta, calafrios, dor muscular generalizada, dor abdominal, diarreia, fadiga extrema, dor de cabeça e dor de garganta. Este conjunto de sintomas guarda muita semelhança com o início de muitas doenças virais.


Quando a infecção progride, o afetado sofre de vómitos, diarreia e disfunção hepática e renal; alguns também sangramento olhos, nariz e ouvidos, aparecimento de manchas sem causa aparente e hemorragia gastrointestinal, além de inchaço genital, erupção cutânea hemorrágica, paladar, com aparência vermelha e sensação de dor na pele. Por último, falha multiorgánico e choque.


5. Quem tem mais risco de contágio?


Em Portugal, só o pessoal de saúde a cargo dos pacientes afetados ou sob suspeita de ter infecção é a população de risco, ou seja, aqueles que estão ao cuidado direto da pessoa afetada. Os especialistas insistem em que Portugal não é um país afetado e que não tem hóspedes naturais do vírus, que é, em princípio, um tipo de morcego africano (morcegos frugívoros da família Pteropodidae).


6. Como se pode prevenir a infecção?


Os Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA recomendam algumas medidas de proteção para as pessoas que se encontrem perto de uma área afetada por um surto de Ebola ou para aqueles que tenham que viajar para uma delas: lavar as mãos com frequência, evitar o contato com qualquer fluido corporal de qualquer pessoa, mas, acima de tudo, dos afetados; não tocar o material que tenha conseguido entrar em contato com sangue ou outros fluidos de uma pessoa ou de um corpo infectado; não tocar o corpo de uma pessoa que tenha morrido por infecção; não recorrer aos hospitais onde estão as pessoas infectadas; e não manter relações sexuais com uma pessoa doente ou com quem faz menos de sete semanas que se tenha recuperado da doença. Além disso, insiste em não tocar em morcegos ou primatas, nem os seus fluidos corporais, nem vivos, nem mortos, nem consumir sua carne crua ou pouco cozida.


7. Como se diagnostica a doença do vírus do Ebola?


Diante de um possível caso, primeiro são descartadas outras doenças, como a malária, febre tifóide, meningite e hepatite, entre outras. A infecção pelo vírus do Ebola é confirmado com um exame de sangue, em que se realizam a prova de inmunoadsorción enzimática (ELISA), detecção de antígenos, de seroneutralización e o teste de reação em cadeia da polimerase com transcriptase reversa (RT-PCR) e isolamento do vírus através de cultivo celular. Outras determinações, como o hemograma, fornecem informações sobre o estado do paciente.


8. Tem, porventura, o tratamento da febre hemorrágica do Ebola?


Não. De momento, não tem vacina, nem tratamento específico. O tratamento visa controlar os sintomas que vão surgindo e manter o equilíbrio de fluidos e eletrólitos, a oxigenação e pressão arterial, além de colocar freio a qualquer infecção que possa aparecer. Os pacientes graves precisam de cuidados intensivos.


9. O que acontece com os animais domésticos infectados?


A Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca em seu site que a limpeza e desinfecção com hipoclorito de sódio ou outros detergentes das fazendas de porcos e macacos é eficaz para inativar o vírus. Também aponta que diante de uma suspeita de surto, há que colocar em quarentena as instalações. Mesmo afirma que, para diminuir o risco de transmissão para o ser humano pode ser necessário sacrificar os animais infectados, seguindo um estreito controle da inumação ou incineração dos cadáveres.


Não obstante, não se detalha o que acontece com os animais domésticos, como os cães, questão que suscitou inúmeros comentários nas redes sociais. Por outro lado, há especialistas que afirmam que, se se desse o caso e seguindo todas as medidas de isolamento, contar com um exemplar apanhar vivo seria de grande valor científico.


10. O que acontece com os fármacos em estudo?


Apesar das notícias de que alguns medicamentos e as vacinas em estudo mostram resultados promissores, nenhum foi experimentado em pessoas nem estão aprovados pelas autoridades sanitárias, e tudo indica que não haverá nenhuma vacina disponível antes de 2015. Em Portugal, a Direcção-Geral de Saúde Pública, Qualidade e Inovação do Ministério da Saúde, Serviços Sociais e Igualdade mantém o contato com instituições internacionais para o acesso aos medicamentos experimentais reconhecidos pela OMS.


Tags:


contágio, febre hemorrágica, ebola


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