As Sete Regras
Uma vez perguntaram a Sen Rikyu sobre o que se exigia na Cerimônia do Chá. Ele respondeu que era uma questão de observar sete regras:
- Fazer uma tigela satisfatória de chá;
- Colocar o carvão de lenha, para a água ferver eficientemente;
- Prover senso de calor no inverno e frescor no verão;
- Arranjar as flores como se estivessem no campo;
- Estar pronto antes do tempo;
- Estar preparado em caso de provável chuva;
- Agir com máxima consideração para com seu convidado.
De acordo com o que é sabido sobre este diálogo, a pessoa que fez esta pergunta ficou muito zangada com Rikyu, dizendo que eram questões simples que qualquer um poderia manejar. Rikyu respondeu que ele poderia ser o discípulo de quem conseguisse executar e divulgar sem falhas.
Esta história nos conta que a Cerimônia do Chá é basicamente preocupada com atividades do cotidiano, já para dominar isto requer ótimo cultivo. Neste senso, a Cerimônia do Chá é descrita como a Arte da Vida.
Os monges Zen, que introduziram o chá no Japão, estabeleceram os fundamentos espirituais para o Chado. Baseados numa intuitiva busca pela essência da realidade, os preceitos do Zen Budismo deram aos mestres do chá uma amplitude para desenvolver a estética do chá. Veio incluir, não apenas as regras para preparar e servir o chá, mas também a manufatura dos utensílios, o "conhecimento" das belas artes e das artes aplicadas, o "desenho" e a construção das salas de chá, a arquitetura dos jardins e a literatura.
Quase quatrocentos anos se passaram desde que Sen Rikyu percorreu as ruas de Kyoto, porém a cidade permanece, ainda, rica com seu legado. Hoje, a quinze minutos do Palácio Imperial de Kyoto, encontram-se as propriedades de duas ramificações da família Sen. Uma dessas, é a residência de Soshitsu Sen XV, décima quinta geração descendente de Sen Rikyu e atual Grão Mestre da Escola Urasenke de Chá.
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