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"Fukushima expõe as interfaces de seu gênio local ou do gesto cultural, fundindo, com extrema sensibilidade, o universo de suas raízes orientais pela mancha abstrata da caligrafia japonesa que o envolve.
Cria uma linguagem plástica inserida nas particularidades culturais do seu complexo individual e do complexo social onde vive.
A arte universal não deve ser uma arte imposta por critérios programáticos estético-ideológicos e que vise a uniformalização.
A coisa uniforme se estanca em si mesma, não oferece opções e se auto-devora. Uma arte universal seria aquela reflexa das profundas contradições culturais dos povos, uma arte marcada pelo gesto criador do artista e que expressa a empatia dele com o tempo em que vive."
Radha Abramo
in Folha de São Paulo - 1978
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