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  Há
muito, muito tempo, existia um casal que rezava sempre por
um filho. Um dia, o pedido foi atendido e nasceu um menino,
tão pequeno quanto um polegar. Chamaram-no de Issum Boshi.
Apesar de ser muito pequeno, Issum era esperto e saudável
e o casal agradeceu a prece atendida.
  Após alguns anos, Issum Boshi continuava
do mesmo tamanho. Um dia, ele chegou perto de seus pais e
disse: "Papai, mamãe, eu quero trabalhar e estudar, vou à
capital". Seus pais não gostaram muito da idéia, parecia perigosa
demais para um pequeno garotinho. Mesmo preocupados, acabaram
concordando e deram-lhe uma agulha de costura para servir
de espada.
  Depois
de se despedir de seus pais, Issum partiu, seguindo pelo rio
ao lado de sua casa. Ele utilizava um owan (é uma pequena
tigela) como barco e um hashi como remo. Após uma longa
e cansativa viagem, ele chegou à capital, que era grande e
cheia de gente. Issum andava com cuidado, ele temia ser atropelado
pelas pessoas que iam e vinham apressadas.
  Ele caminhou por um local calmo e avistou
um grande castelo. "Aqui deve morar alguém muito importante,
quem sabe esta pessoa não pode me dar um emprego". Ele chamou
alto por alguém e, quando um nobre senhor apareceu, não viu
Issum. "Ei, cuidado, assim você vai pisar em cima de mim".
"Mas quem é você", perguntou o nobre. "Sou Issum Boshi, gostaria
muito de trabalhar aqui."
  O
nobre olhou para Issum e gostou do pequeno menino, ele parecia
esperto e confiável. "Acho que você pode cuidar da princesa,
minha filha." Assim, Issum passou a morar no castelo. Ele
virava as páginas dos livros, carregava tintas de caneta e
era adorado pela princesa. Ele também treinava a arte da espada,
pois um dia, Issum gostaria de ser um samurai.
  Quando
chegou a primavera, a princesa resolveu visitar o templo Kyoumizu.
Seu pai ficou muito preocupado, pois havia rumores de que
um horroroso Oni estava andando nas redondezas e seqüestrando
belas garotas. O nobre senhor pediu que alguns de seus samurais
acompanhassem a princesa e Issum.
  Eles
chegaram bem ao templo Kyoumizu e a princesa fez suas orações.
Mas na volta, ouviram gritos e gritos e, de repente, um enorme
Oni apareceu e impediu o grupo de andar. Os samurais
olharam para o Oni, fugiram assustados e deixaram a
princesa e Issum sozinhos.
  "Prepare-se, vou lutar contra você e defender
a princesa", disse Issum enquanto pegava sua agulha-espada.
"Há, há, há, um ser minúsculo como você não pode me fazer
mal algum". Logo após dizer isso, o Oni pegou Issum
e o engoliu. Quando chegou no estômago, Issum começou a espeta-lo
e espeta-lo. O Oni não agüentou de dor e tossiu, jogando
Issum para fora, que aproveitou o momento e furou os olhos
do Oni.
  Gemendo de dor, o monstro fugiu correndo
em direção à floresta. Na pressa, derrubou um pequeno objeto,
era um martelo mágico. A princesa pegou o martelo e disse:
"Issum, este é um objeto mágico, ele realiza os desejos das
pessoas. Você tem algum desejo? Quer jóias e ouro?". "Sim,
tenho um desejo, mas não é este. Eu gostaria muito de crescer",
falou Issum. Assim, a linda princesa pegou o martelo e bateu
na cabeça de Issum, que cresceu, cresceu, cresceu e se tornou
um lindo jovem. Eles voltaram ao castelo do nobre senhor e
se casaram. Issum chamou seus pais para viverem juntos no
capital. E todos viveram felizes, por muito tempo.
Colaboradora:
Jornalista Erica Noda
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