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primeiro navio chegou em 18 de junho de 1908, a bordo do navio
Kasato Maru, com 781 passageiros (fig.1,2,3 e 4). Vieram para
trabalhar nas fazendas de café do interior do Estado de São
Paulo.
De 1908 até 1941 (às vésperas da eclosão da Segunda Guerra)
emigraram ao Brasil cerca de 188 mil imigrantes-agricultores.
Após a Guerra, a imigração dos japoneses foi reaberta em 1953
estendendo-se por mais 10 anos totalizando cerca de 50 mil
imigrantes japoneses.
A vinda dos imigrantes japoneses ao Brasil foi resultante
de uma conjugação de dificuldades e interesse de ambos os
países - no Brasil, especificamente os fazendeiros de café,
enfrentavam problemas com a mão-de-obra desde que houve a
libertação dos escravos negros. O Japão enfrentava uma das
piores crises de sua história marcada não somente por problemas
econômico-financeiros mas também pelo desemprego e excedente
populacional.
Os imigrantes da primeira fase (até 1941) chegaram ao Brasil
dispostos a trabalhar de 3 a 5 anos, economizar para retornar
ao Japão. Poucos deles conseguiram atingir esse objetivo.
Depois de cumprir os dois ou três anos do contrato nas fazendas
de café (fig.5), a maioria deles saiu para tentar a vida independente
como agricultores, principalmente na zona oeste do Estado
de São Paulo. Plantaram arroz, café, algodão, verduras, frutas,
entre outros.
Foi exatamente no pré-guerra que os imigrantes japoneses começaram
a ser conhecidos como agricultores. Em 1912, 92,6% dos japoneses
dedicavam-se ao cultivo do café. Em 1942, essa porcentagem
muda - 24,3% deles cultivavam café, aumentando o cultivo do
algodão (39,2%) e das culturas chamadas suburbanas (verduras,
legumes, frutas e avicultura), para 19,9%. Logo após o final
da Segunda Guerra Mundial, intensifica o movimento de êxodo
rural entre os imigrantes - deixam a zona rural para morar
e trabalhar na cidade (na Capital ou interior). As famílias
tornam-se pequenos comerciantes (lavandeira, mercearias, feiras,
cabelereiras, oficinas mecânicas, etc) (fig.6) e concentram-se
na educação dos filhos. Outras famílias decidem morar na zona
suburbana (dedicando-se às atividades horti-fruti-granjeiros)
devido a proximidade de boas escolas para os filhos nas cidades
maiores(fig.7) . Em 1952, 34,1% dos imigrantes japoneses estavam
voltados para as atividades horti-fruti-granjeiras, enquanto
os plantadores de café japoneses tinham baixado para 27,5%
e de algodão para 20,5%. Interessante que dados de 1988 indicaram
que 80% dos nipo-brasileiros estavam residindo na zona urbana,
mas ainda continuam com a fama de agricultores.
Calcula-se que cerca de 1.400.000 dos brasileiros sejam descendentes
de japoneses, e perto de 80% residem no Estado de São Paulo,
sendo cerca de 360 mil deles na cidade de São Paulo.
Calcula-se que cerca de 300 mil brasileiros descendentes de
japoneses estão trabalhando no Japão. Trata-se do movimento
chamado de "dekassegui" (literalmente sair para ganhar dinheiro)
iniciado por volta de 1985. Atingiu o ponto alto em 1991 (96,3
mil durante esse ano foram ao Japão) com a mudança da legislação
do Japão e a crise econômico-financeira do Brasil.
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